25 de Maio, todos a Belém!
Adriano Correia de Oliveira - Se Vossa Excelência
Se Vossa Excelência Senhor Presidente
Viesse cá almoçar mais vezes
Se um dia chegasse de surpresa
Iria ver onde é a nossa mesa
Que se lixe a troika!: de slogan a programa de governo
João Delgado (crónica na RUM)
As declarações de Paulo Portas, procurando, hipocritamente, reassumir o seu partido como defensor dos pobres, deixam claro que estamos num ponto de inflexão das políticas troikistas, face à evidência de que a atual versão está esgotada.
Recordando episódios semelhantes na Grécia, constatamos ter nesse país a farsa da burguesia chegado ao ponto de cisões em todos os partidos da situação, que se apresentaram a eleições com aparentes visões diversas sobre os caminhos a seguir, para, logo depois de verem bem sucedido o engodo destinado a captar o voto popular, voltarem ao caminho de destruição do estado social, eliminação dos direitos laborais e rebaixamento dos salários.
PCP apela a ampla unidade para "dar corpo a uma outra política"
"O Comité Central do PCP dirige-se aos sectores e forças políticas e sociais, a todos os patriotas e democratas, a todas as personalidades que séria e convictamente estejam empenhadas em resgatar o País do declínio e da dependência e em devolver ao País e aos trabalhadores o que lhes foi roubado, para que, com base num conjunto de objectivos e orientações cruciais, unam os seus esforços, conhecimentos e disponibilidade para dar corpo a uma outra política." Comunicado do CC do PCP de 05 de Maio de 2013
4. Demitir o governo, rejeitar o Pacto de Agressão, derrotar a política de direita – tarefa central de todos os democratas e patriotas
É urgente romper com o rumo de desastre nacional e derrotar a intensa campanha ideológica suportada em falsas inevitabilidades e em fantasiosas promessas de retoma.
Wat About Di Workin' Claas?
Linton Kwesi Johnson - Wat About Di Workin' Claas?
From Inglan to Poland
Every step across di ocean
A farsa anti-democrática do “arco da governabilidade”
João Delgado (crónica na RUM)
A inadmissível chantagem sobre o povo português, quanto à inevitabilidade de aceitar as políticas da troika para a salvação da pátria, é vulgarmente acompanhada da referência aos partidos do arco da governabilidade, um modo tão simpático como anti-democrático de insinuar que PCP e Bloco de Esquerda não contam, nem contarão, para a governação do país. Assim mesmo, como se a composição de um governo dependesse de uma proclamação de limites políticos e não da vontade popular. Se estas manifestações já são graves quando proferidas por dirigentes partidários, tornam-se absolutamente intoleráveis quando explicitadas por figuras com responsabilidades públicas, como foi o recente caso do Provedor de Justiça, Alfredo de Sousa.
Petição contra a não legalização do MAS pelo TC
João Delgado
Está on-line uma petição solidária com o Movimento Alternativa Socialista (MAS) cuja legalização foi recusada pelo Tribunal Constitucional, que argumentou com exigências não colocadas a qualquer outro partido, incluindo criados já depois da alteração da respetiva lei.
Como é evidente, assinar pela legalização do MAS não implica concordância com a linha política deste partido, sendo antes uma elementar exigência de que o TC respeite a Constituição e siga a sua própria jurisprudência na matéria. Recorde-se que o TC não deu sequer ao MAS a oportunidade de alterar os seus estatutos, como fez recentemente com o partido "Pró-Vida". A decisão do TC, a manter-se, obrigará o partido a reiniciar o processo de recolha das 7500 assinaturas necessárias, ficando invalidadas as nove mil já entregues.
O Libertador. (Homenagem à Revolução Bolivariana)
Ska - P - O Libertador (Homenagem à Revolução Bolivariana)
Entre miseria, hambre y desolación, en el fango alguien plantó una flor
un tal Bolívar, le dicen El Libertador, El Libertador
Governo de esquerda, governo constitucional. De Abril.
João Delgado (crónica na RUM)
As recentes decisões do Tribunal Constitucional e o despudorado ataque ao órgão de soberania (cujos membros são maioritariamente indicados pelos partidos da situação) deveriam servir para nos recordarmos de que existe já neste país uma plataforma política que poderia ser a base de um governo empenhado e capaz de “defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno”.
James Petras, sobre a crise coreana: "Washington começou a acelerar suas medidas de intimidação"
Excerto de entrevista de Efraim Chury Iribarne - CX36, Rádio Centenário (via Rebelión, tradução vermelhos.net)
Efraim Chury Iribarne: Hoje temos um tema quase exclusivo para ouvir a sua análise, e refiro-me à situação na Coreia, no momento atual e possíveis consequências.
James Petras - O problema coreano tem a ver com uma longa história, de que eu vou fazer um pequeno resumo. Nos primeiros anos da década passada, Washington e outros países mantiveram conversações com a Coreia do Norte sobre a forma de alcançar uma solução pacífica, como terminar as sanções, como aceitar a Coreia entre os países da Ásia. E essas negociações - com George Bush no seu primeiro mandato - avançaram, ao ponto de que, em 2006, quase assinaram um acordo afirmando que a Coreia do Norte se comprometia a limitar as suas actividades nucleares e por sua vez os Estados Unidos se comprometiam a cessar as sanções que impõem um embargo comercial à Coreia do Norte e permitiriam comércio em todos os sentidos.
Yeah, I'm losing my edge.
LCD Soundsystem – Losing My Edge
Yeah, I'm losing my edge.
I'm losing my edge.
The kids are coming up from behind.
I'm losing my edge.
I'm losing my edge to the kids from France and from London.
But I was there.
Autárquicas e divergências à esquerda
João Delgado (crónica na RUM)
Alguma agitação recente em torno das coligações à esquerda para as próximas eleições autárquicas não passou de pirotecnia, destinada a convencer as bases de que o meu partido é melhor do que o teu e o deles é absolutamente sectário.
Tudo isto se antecipava quando o Bloco de Esquerda decidiu em convenção que só faria coligações em que entrasse toda a esquerda, enquanto o PCP deliberou em congresso que a unidade seria em torno da CDU, e o PS começou a apresentar candidatos para depois propor a BE e PCP que os apoiassem. Registe-se, a propósito, que o BE integra no Funchal uma coligação com o Partido Socialista, Partido da Nova Democracia, Partido da Terra, Partido Trabalhista Português e Partido pelos Animais e pela Natureza, que está longe de poder ser considerada uma convergência de toda a esquerda.
Óscar Lopes - Comunista e «homem culto»
Manuel Gusmão (via Avante de 16/10/2007, por ocasião dos 90 anos de OL)
Óscar Lopes é uma das grandes figuras da cultura portuguesa contemporânea. Sem arrogância podemos confessar que isso nos enche de orgulho, a nós comunistas portugueses. Porque ele é um de nós e, para o nosso Partido, o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, a democratização da cultura é não apenas uma bandeira de luta, mas uma tarefa constante. Óscar Lopes é simultaneamente uma figura marcante dos estudos linguísticos e literários em Portugal, um estudioso da cultura portuguesa, um generoso militante cultural, preocupado com a pedagogia daquilo que investiga e com a apropriação social alargada do conhecimento e dos saberes que ele próprio produz, e um intelectual comunista de uma intensa constância na sua vida e na sua obra.
Chipre: "Os comunistas na ratoeira"
Máximo Relti (via La República , tradução vermelhos.net)
A maioria das organizações que compõem o grupo chamado de "Partido da Esquerda Europeia" (PEE) persistem na sua reclamação de se autodenominarem "comunistas". No entanto, não deixam de assumir o sistema capitalista no seu conjunto, as suas regras e instituições. Os "comunistas" que integram este grupo esgrimem o argumento de que sob o regime capitalista se podem desenvolver políticas favoráveis aos trabalhadores. O caso do Chipre pode servir como prova da inconsistência dessa abordagem ideológica.
Chipre é um país de cerca de 1.120.489 habitantes. A ilha, no entanto, está dividida em duas. Uma parte é dominada pelos gregos e outra por habitantes de origem turca. O governo do Chipre está organizado de acordo com a Constituição de 1960, que repartiu o poder entre as comunidades cipriotas gregas e turcas. Em 2004, o sul da ilha aderiu à União Europeia.








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