O movimento Convergência e Alternativa vai a votos nas próximas legislativas, escreve o jornal i, citando o economista Jorge Bateira: "Há uma janela de oportunidade que nós vimos logo a seguir às presidenciais, com a quantidade de votos nulos e em branco registada. Não podemos continuar sem fazer nada".
Recorde-se que o Manifesto, escrito antes das legislativas, defendia ser "possível construir uma «Convergência e Alternativa» de ideias, pessoas, organizações, movimentos sociais e partidos da esquerda que seja capaz de oferecer ao País um governo de ruptura com a austeridade selvagem que a UE vai impor".
O movimento CeA já reuniu com o Bloco de Esquerda, e aguarda resposta a idêntico pedido ao PS e ao PCP, porque é exactamente a estes três partidos que se dirige. Mas no Manifesto separam-se os dois primeiros partidos, de quem se lamenta que "não tenham ousado avançar para as próximas eleições com uma grande coligação das esquerdas através da mobilização de activistas dos movimentos sociais e de personalidades diversas representativas de sectores progressistas da sociedade portuguesa", enquanto do PS se diz "que não basta denunciar a submissão da actual direcção do PS às políticas de austeridade exigidas pelos mercados financeiros e pela UE", mas é "preciso que as restantes esquerdas aceitem iniciar um processo de convergência tendo em vista produzir uma alternativa política suficientemente credível para que, no futuro e sob pressão do eleitorado, o PS reconheça que tem um interlocutor com quem pode fazer um acordo político para tirar o País da crise".
O professor universitário Jorge Bateira é quem tem assumido o papel de porta-voz da "Convergência Alternativa", que tem entre as mais conhecidas figuras promotoras gente da área socialista, como Ana Benavente, Eurico Figueiredo e Elísio Estanque, e ex-comunistas, como António Avelãs, Cipriano Justo e Paulo Fidalgo.
Read more...